Por Sukaine H. Hejaije
Desde o ano passado que alguns veículos públicos da SPTrans (é junto, veja no site da própria) (São Paulo Transportes S.A.), ganharam um adicional em sua nova frota: a televisão.
A princípio ela começou muda com a TVO (TV Ônibus) que tem como slogan, “a televisão sem som por respeito aos passageiros”. Hoje já existem diversas emissoras de conteúdo para televisores de ônibus, como a TV BUS, que transmite seus programas com áudio, TV Minuto, TV Mix, TV Zero e mais algumas ainda estão surgindo.
Em todas essas emissoras, a transmissão do conteúdo é sobretudo voltada para a cultura, informação, humor, cidadania e quase todas elas são exibidas em monitores LCD de 17 polegadas. As instalações são montadas de maneira estratégica nos ônibus do transporte coletivo da cidade de São Paulo. Hoje elas cobrem mais de 164 linhas do sistema da SPTrans, presentes em cerca de 500 veículos..
Segundo o site da TVO, a grade de programação foi toda produzida pela Mixer (produtora de audiovisual do Brasil) e são compostas por vídeos de no máximo um minuto e meio. Já a TV Bus, conta com o apoio integral de instituições públicas e governamentais e seu lema é “a procura do bem estar psicológico do usuário”.
A TV Mix, TV Minuto, bem como a TV Zero, são transmitidas, em sua grande maioria, dentro dos metrôs e exibem mais conteúdos artísticos como clipes musicais, informações sobre celebridades, entrevistas etc.
A questão é: Será que o entretenimento dos televisores dentro dos transportes públicos, ajuda ou atrapalha o usuário?
As opiniões são divergentes entre alguns passageiros entrevistados, “Eu acredito que a televisão dentro do ônibus nos permite obter conhecimento cultural, uma vez que as programações são saudáveis, como as dicas de saúde, agenda cultural, orientação ao consumidor, esses dias mesmo, eu descobri que o cantor Zeca Baleiro, tem esse nome, porque comprava muita bala e que gravou recentemente com o cantor Fagner, esse tipo de informação eu nunca poderá ter dentro do meu trabalho ou na sala de aula…” declara Vitória Regiane da Silva, 22, estudante de publicidade e propaganda.
Por outro lado, Rodrigo Freitas, 35, assistente de vendas, tem uma outra concepção da idéia, “A proposta é boa, porém peca muito na programação por ser uma televisão experimental, eu penso que isso pode às vezes atrapalhar a pessoa que está tentando entender o que estão transmitindo ali, já que o trânsito caótico nos dá tempo para isso, o que pode ser uma grande enganação, pois por conta disso, dias desses quase perdi o ponto que deveria descer porque estava assistindo a TV, nunca mais me interessei em prestar atenção nas programações exibidas”.
De qualquer maneira, para todos que queiram sanar suas dúvidas, ou até mesmo fazer sugestões e reclamações, todas as emissoras, possuem um site, onde disponibilizam seus contatos.
Procuramos a SPTrans e apesar de cumprirmos com algumas exigências impostas para nos concederem entrevista, ainda assim, a empresa não deu retorno.