Banalização x Eleição

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Há não muito tempo atrás as únicas maneiras de um candidato a qualquer posto público conseguir se eleger era através de campanhas. Essas eram feitas de inúmeros modos, era válida a contratação de artistas para promoverem shows ou aparecer em propagandas, a distribuição de panfletos e os discursos em palanques para a transmissão das suas propostas para o povo também eram alternativas.

Independente das propostas serem ou não cumpridas, do candidato eleito ser ou não merecedor do cargo, as normas e o protocolo de divulgação sempre foram sérios e formais, alguns de fato ainda são.

Hoje já podemos ver no site de entretenimento YouTube inumeros candidatos ilustrados em vídeos que podem ser postados por qualquer pessoa que saiba mexer na internet. Levando em consideração que a faixa etária dessas pessoas é cada vez mais baixa a qualidade dos vídeos pode ser de qualquer nível.

Os candidatos a presidência dos Estados Unidos vêm aparecendo constantemente nos vídeos do Youtube em paródias, desenhos ou charges animadas, ou ainda como fantoches e o que mais a imaginação dos usuários permitir. Por incrível que pareça, estas “brincadeiras” parecem não incomodar nenhum deles, pelo contrário, a maioria está gostando e incentivando os vídeos, vendo-os como uma nova forma de se promoverem.

Por outro lado, este novo método de promoção pode parecer uma banalização de um assunto tão sério e delicado como a eleição de um candidato a presidente de um país. Levando em conta que o país em questão trata-se de uma potência mundial como os Estados Unidos o fato pode ser ainda mais agravante.

Não seria possível filtrar os vídeos do site para que a integridade dos candidatos não fosse atingida e nem satirizadas. Mas é preciso saber usar o poder da rede, pois sua velocidade, seu alcance e a proporção do que ela emite para o mundo podem ser desastrosos para qualquer pessoa que queira manter uma boa reputação.

Os candidatos poderiam de alguma forma tomar apenas uma postura cabível para o episódio que muda suas vidas e as de milhares de outras pessoas. Não é crime e nem descaso, mais pode sim ser considerada inadequada e desrespeitosa esta forma de aparição para a mídia.

Por Mayra Gaia e Marcelo Gonçalves

Comentário do texto “Quem não youtuba, se trumbica”, de Sérgio D’ávila, na Revista da Folha, 9-3-2008

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Uma resposta to “Banalização x Eleição”

  1. luisveloso Says:

    No início do texto…hehehe

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