Celtic, o verdadeiro clube da fé

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O clube

Poucas equipes do futebol mundial possuem uma história tão interessante quanto o Celtic, clube de Glasgow, capital da Escócia. Nesta agremiação a paixão pelo futebol se mistura com questões políticas e religiosas.

Foi visando acabar com a pobreza no leste da cidade, que padres católicos e imigrantes irlandeses, deram início a um projeto de caridade, que mais tarde se tornaria o Celtic Football Club. Fundado na igreja de St. Mary em 1887, pelo monge marista Walfrid Kerins, a equipe logo se tornou uma das maiores do país, medindo forças com o Rangers, rival também da capital.

Discriminados na condição de estrangeiros, os irlandeses escolheram o nome Celtic como forma de propagar o orgulho de suas origens. Para ser ter noção da influência católica e política, o clube estampa em sua bandeira a figura do Papa e apóia, mesmo que veladamente, o grupo separatista irlandês Ira.

O templo

Entoando a mesma canção da torcida do Liverpool, “we’ll never walk alone”, os doutrinados torcedores transformam o Celtic Park em um verdadeiro inferno. Conhecido como Paradise, o estádio abriga 60 mil pessoas e é o segundo maior do Reino Unido, fica atrás somente do Old Trafford, casa do Manchester United.

O recorde de público foi registrado no confronto entre Celtic e Rangers em primeiro de janeiro de 1938, quando estiveram presentes 92 mil pessoas. O católico clube escocês ostenta um curioso recorde, pois foi o protagonista do maior público contabilizado entre clubes da Europa ao disputar a final da Copa da Escócia contra o Aberdeen, diante de aproximadamente 146 mil torcedores.

Ídolos e títulos

As conquistas sempre estiveram presentes na história do Celtic. Desde seu início, são diversos os triunfos: 41 vezes campeão do Campeonato Escocês, triunfou 33 vezes na Copa da Escócia e levou 13 vezes a Copa da Liga Escocesa. No entanto o principal momento desta equipe foi na temporada 66/67 quando os alviverdes levantaram a taça na Liga dos Campeões da Uefa, a única de seu currículo.

Naquele time, que ficou conhecido como “Leões de Lisboa”, em referência à cidade portuguesa palco da final européia contra a Inter de Milão, praticamente todos os atletas são lembrados pelos torcedores como ídolos. O goleiro Ronnie Simpson, o zagueiro artilheiro Tommy Gemmell, o capitão Billy Mcneill eram alguns dos jogadores que compunham o elenco, totalmente formado nas categorias da base.

Outros nomes também se destacaram no Celtic. Kenny Dalglish, estreou em 1968, e se tornou um dos maiores artilheiros da história desta agremiação. Nos anos 80, o herói da torcida foi Paul McStay, meia que levou o clube aos títulos das temporadas 85/86 e 87/88.

Com graves problemas financeiros, o clube se reestruturou pelas mãos do empresário e torcedor Fergus McCann. Os resultados viriam na temporada 97/98, quando a equipe escocesa conseguiu seu primeiro titulo nacional depois de dez anos de jejum.

Poucos estrangeiros conseguiram sucesso por lá. Um deles foi o sueco Henrik Larsson, campeão e artilheiro no período em que defendeu a mística camisa alviverde. O meio-campista brasileiro Juninho Paulista também atuou no clube, porém sem grande notoriedade.

No banco

Entre os técnicos, o destaque fica para Jock Stein. O escocês também foi jogador do clube, sendo capitão da equipe no período de 1953 a 1955. A maior parte de sua fama vem da sua atuação como “manager”. Iniciou sua carreira em 1965, guiando o clube na conquista de 26 troféus. Em 1967, era ele quem comandava o Celtic na conquista da Liga dos Campeões da Uefa.

Ao deixar a equipe em 1978, Jock Stein foi aclamado por milhares de fãs que compareceram em seu último jogo no Celtic Park. Pelo seu belo trabalho, ele é reconhecido mundialmente como um dos grandes treinadores do futebol mundial.

Temporada atual

Com os reforços de Scott Brown, Chris Killen, Scott McDonald e Massimo Donati todos contratados nesta temporada, os jogadores sonham alto e querem fazer bonito na principal competição européia de clubes.

Na primeira fase da liga, o Celtic enfrentou adversários complicados como Benfica, Shakhtar Donetsk e o multi-campeão Milan. Depois de um início irregular o seleto alviverde conseguiu se classificar para as oitavas-de-final graças a uma combinação de resultados.

No primeiro jogo da segunda fase, o Celtic não conseguiu se impor no Paradise, perdendo para o espanhol Barcelona, de virada, por 2-3. No jogo da volta, que acontecerá dia 4 de março na cidade catalã, a equipe promete empenho total. Resta agora à torcida apoiar e promover uma nova cruzada até a Espanha.

Se conseguir a classificação diante do badalado time de Ronaldinho Gaúcho, Eto’o, Henri e Messi, o Celtic tentará igualar o melhor ano de sua história , fazendo a metade católica, a mais feliz da Escócia.

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Saiba mais em:

www.celticfc.net

www.globoesporte.com

por Lucas Begali – RA: 803430-3

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2 Respostas to “Celtic, o verdadeiro clube da fé”

  1. renata aquino Says:

    Lucas, a matéria está bem diferente para um blog. É bom ver uma matéria extensa mas fácil de ler assim. A foto parece apresentar um probleminha de proporção, você pode resolver redimensionando-a.

  2. manoelauva Says:

    Lucas, parabéns pelo seu texro

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