As Cinzas do Cedro

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Líbano. Estou dentro de um táxi precário que consegui com muito custo, uma vez que a locação de veículos no sul do país é muito rara, já que as pequeninas cidades não passam de aldeias onde o acesso a internet e demais modernizações é mais restrito que nas consideradas “grandes cidades”. Estava a caminho de Ibel Sahe-e, cidade onde me encontraria com Mohamed, tradutor das Forças Espanholas da ONU (Organizações das Nações Unidas) onde estão fixadas as bases perto da fronteira entre Líbano e Israel, justo diante das montanhas de Chebaa, grandes causadoras do conflito ocorrido entres os países em julho de 2006. Mohamed é um libanês “brasileiro” que me ajudaria a encontrar com o tenente coronel das Forças Espanholas da ONU para a realização de uma entrevista com o objetivo de saber a atual situação do país e possíveis riscos de novos conflitos no próximo verão, que seria dali a dois meses, segundo boatos que pairavam no país. Ali Saleem, o motorista do táxi, mais conhecido como Abu Hassan (pai do Hassan) modo como o povoado se chama lá para se conhecer (uma vez que em vilarejos todo mundo se conhece), nos guiava com sua Mercedes branca antiga e quase caindo aos pedaços pelas ruas tortuosas e esburacadas danificadas pelos ataques durante o conflito e me serviu como uma espécie de “guia turístico” dos pontos mais atingidos pela guerra. Tentei convencê-lo a dar uma entrevista, já que lá todos se negavam a falar ou se deixar filmar, o medo é constante e as pessoas procuram se poupar, mas Abu Hassan acabou concordando a me conceder a pequena entrevista.

– Como você se virou com sua família durante a Guerra? – comecei.

– Bom, eu minha esposas e meus cinco filhos, a princípio fomos obrigados a fugir para uma cidade chamada Inabatieh onde ficamos por 10 dias, de lá eu os enviei para a capital em Beirute onde ficaram por mais 2 dias e depois de Beirute finalmente conseguiram seguir para Síria. – relembra ele com uma certa emoção.

– E você? Por que não foi? – instiguei.

– Eu fiquei para verificar, de dois em dois dias eu voltava para nossa aldeia para espionar, saber se os aviões israelenses ainda estavam atacando, até perceber que foram embora para poder trazer minha família de volta. Eu partia com meu carro, olhava e voltava. – explicou.

– E por que não esperou até o final da guerra?

– Bom as despesas estavam sendo por nossa conta, não poderia mantê-los muito tempo por lá… Você sabe… Hotel, comida, enfim…

– Deve ter sido horrível! – comento.

– A gente acaba se acostumando…- responde ele com um sorriso triste nos lábios.

Durante o caminho, caminhões do exército libanês cruzavam conosco, assim como freqüentemente frotas da ONU. Conforme nos aproximávamos da fronteira, todo cuidado era pouco para que nenhum soldado israelita que ficavam escondidos, me flagrasse filmando com uma câmera amadora JVC um tanto quanto grande, o que dificultava escondê-la cada vez que cruzávamos com postos de exércitos em cada divisa de cada cidade. Enquanto avançávamos para Beint – Ijbel, o taxista me relatava a história da cidade que foi uma das mais destruídas. Lá haviam apenas 5 soldados guerrilheiros do grupo Hezbollah tentando deter os soldados israelenses. Segundo ele, as frotas de Israel atacaram por céu e por terra por mais de três vezes, invadindo a cidade e apesar do grande estrago que ficou, não conseguiram eliminar a força instalada pelos 5 integrantes do Hezbollah. As imagens de casas, comércios e cidades destruídas, eram aterrorizadoras, a cada estrutura por terra, aumentava o calafrio na espinha, o estômago se embrulhava e a garganta secava… Chegamos no ponto mais próximo da fronteira, a chamada “Faixa de Gaza”, onde de um lado estávamos no Líbano e separados apenas por uma pequena cerca de metal pintada em branco e vermelha, onde colocando meu pé por debaixo dela eu já estava em Kariaat Ijmuna, território israelense. Estava no ponto de mais alto perigo da minha “peregrinação”, pois um descuido meu, fosse eu vista por algum soldado da base de Israel, eu levaria um tiro na certa, sem dó nem piedade. Apesar do enorme medo e nervosismo, eu tinha de registrar aquele momento, me arrisquei, desci do carro e me aproximei mais, comecei a filmar, foi quando ouvi:

– Vamos! Eles estão chegando! – gritava o motorista do táxi enquanto entrava rapidamente no carro já tentando ligar.

O carro não funcionava. Corri em disparada pra dentro do táxi tentando esconder a câmera baixando-a nas minhas pernas, foi o tempo de eu entrar no carro e ele funcionou.

– Pisa fundo! – gritei.

Ele obedeceu. Olhei pelo retrovisor e vi um caminhão de soldados israelenses se aproximando de nós com no mínimo uns 5 soldados que portavam as armas apontadas para fora prontos pra atirar a qualquer suspeita. Era arriscado demais, tínhamos de sair dali. Chequei as imagens … “Ufa!”…estava tudo ali, afinal valeu a pena correr o risco. Entramos em Rhyam, um pequeno vilarejo perto da fronteira.

– Aqui existe uma prisão toda destruída! Essa prisão foi construída pelo exército de Israel, nela eles prendiam libaneses cidadãos inocentes, para torturar e usar na troca por soldados apreendidos pelo Hezbollah – explica o taxista.

– Temos como entrar lá? – pergunto

– Você tem certeza que quer ir?…É meio arriscado – se preocupa ele.

– Te pago a mais pela corrida! – retruco.

– Ok! – e seguimos até a prisão que se localizava no alto de uma colina longe e abandonada. Antes de chegarmos na prisão de Rhyam, mais uma barreira de divisa de cidades, um soldado libanês para nosso carro, começa a fazer perguntas e checar por tudo, checa o porta-malas, checa atrás nos bancos, me olha, percebe que visto uma camiseta do Brasil e pergunta:

– É estrangeira?

– Brasileira! – tento demonstrar naturalidade, enquanto em vão tentava esconder a câmera entre minhas pernas embaixo de um casaco que deixei posto no meu colo propositalmente para caso eu “precisasse”.

– Deixa-me ver seu passaporte – pede ele desconfiado. Eu entrego.

– Sukaine Hejaije?!…tem nome árabe!.. – afirma ele curioso.

– Na verdade tenho parentes aqui, mas vim a passeio mesmo, sabe, turístico…- afirmo rezando para que ele acredite em mim…Mais uma olhada no passaporte, olha pra mim novamente, torce a boca e me entrega o passaporte.

– Ok!…Podem ir!

“Salva pelo gongo, mais uma vez” – penso aliviada. Entrando na prisão de Rhyam uma placa identificando o lugar com um aviso : “Keep Clean” (mantenha limpo). Na religião mulçumana é fundamental estar com o corpo limpo para orações assim como para adentrar em ambientes onde houvera pessoas já falecidas. A prisão era grande tinha vários cômodos, celas femininas, masculina, cozinha, banheiros femininos e masculinos, quintal para banho de sol, sala de isolamento, quarto de eletrificação (para torturar prisioneiros), guarita de vigias, enfim, uma prisão perfeita. Toda destruída. Toda ruína em cada cômodo acompanhava na frente uma foto mostrando como era antes e atrás o resultado do que ficou: pedra sobre pedra. Às vezes, nem isso. A vibração daquele lugar era intensa e chegava a dar arrepios, a cada foto (tiradas pelo Hezbollah) a imaginação voava longe e eu chegava a ouvir os gritos de torturas que pairavam no ar na imensidão daquele silêncio ensurdecedor. Essa prisão foi invadida pelo grupo Hezbollah para a libertação dos prisioneiros. Quando todos conseguiram fugir com a ajuda do grupo, Israel achou que deveria destruí-la para que a mídia não tivesse acesso a ela e nem o conhecimento de tudo que acontecia ali dentro. Ibel Sahe-e. Hotel Dana, ponto de encontro com Mohamed, olho no relógio, 16hs15min, estou em cima da hora, certifico-me de estar com todo equipamento em mãos, câmera, filmadora, gravador, cabos e carregadores, ok tudo certo, me despeço do taxista e marco um retorno com ele em duas horas e meia no mesmo lugar. Dirijo-me à recepção já pedindo um favor ao recepcionista do saguão do hotel para que eu pudesse recarregar minha filmadora que já estava totalmente sem bateria, o rapaz atende gentilmente meu pedido. Sento e aguardo. Em menos de 10 minutos entra num saguão um homem de uns 40 anos usando um boné da Unifil (ONU), lá estava ele, respiro consolada e penso: “então ele veio mesmo”. Ele se aproxima e olhando rapidamente minha camiseta do Brasil pergunta:

– Sukaine?

– Mohamed?! – respondo já me levantando e dando um forte aperto de mão.

– Seja bem-vinda! – saúda ele simpaticamente.

– Obrigada! – retribuo a gentileza.

– Gostaria de tomar um chá, um café ou um refrigerante? – oferece ele getilmente

– Gostaria de ir direto ao assunto se não se incomodar, me desculpe é que tenho horário marcado pra voltar. – respondo com um sorriso.

– Sem problemas. – afirma mais sério. Começo a checar algumas informações preliminares com Mohamed, enquanto ele tenta sem sucesso entrar em contato com o tenente-coronel para uma última confirmação da entrevista, ah! E claro, a autorização para minha entrada na base da ONU. Duas, três tentativas e nada dele conseguir falar com o tenente.

– Só dá caixa postal! – ele parece constrangido.

– Deixa eu tentar?! – pergunto já pegando o celular das mãos dele. Disco o número, uns segundos de silêncio e…

– Está chamando! – grito quase eufórica enquanto devolvo o celular. Os dois conversam em espanhol e embora eu entenda o idioma, nada do que ele dizia me interessava enquanto eu aguardava ouvir uma só palavra:

– Ok! – diz Mohamed entusiasmado e continua com um largo sorriso – Podemos ir, ele nos aguarda. Saio empolgada em direção ao carro, ambos entramos fechamos a porta, ele dá partida e… – Droga! – pragueja Mohamed.

– O que foi??? – pergunto quase em desespero vendo o carro não ligar. – A bateria do carro…tá descarregada! – Essa não…- fico desolada e de súbito me surge uma idéia. – Tudo bem, vamos lá, eu empurro o carro.

– Você??? – ele fica perplexo. – Não vai conseguir sozinha.

– Não seja por isso, vou pedir ajuda. – Grito já correndo para a recepção, chego ofegante explico a situação e os funcionários mais que prontamente me acompanham para ajudar. Eles começam a empurrar o carro, funcionou, o carro pega, agradeço a gentileza aos rapazes e eu claro, filmando tudo não queria perder nada. Entro no carro e partimos rumo a base enquanto Mohamed exclama em meio a gargalhadas:

– Não acredito que você filmou isso,…- Ele ri, me fazendo rir também. Em 10 minutos começamos a entrar num caminho recém asfaltado, tropas da ONU passam por nós constantemente, percebi que estávamos chegando, olho a minha direita e vejo uma placa indicando: Base da Nações Unidas. Finalmente chego ao meu destino, a base da ONU. “Nada mais pode dar errado agora”- penso esperançosa.Pensei cedo demais. Percebi que havia algum problema, Mohamed parecia discutir com o soldado da portaria, falavam em espanhol e eu consigo entender:

– Como ela não tem autorização pra entrar? Acabei de falar com o tenente.- esbraveja Mohamad contra o soldado.

– Só um minuto. – o soldado pede e entra para base com meu passaporte em mãos.

– Meu Deus! Que mais falta acontecer??? – Pergunto indignada já quase sem paciência. Esperamos alguns minutos e lá vem o soldado porteiro com meu passaporte de volta.

– Ok. Desculpe, houve um equívoco, ela pode entrar.- “Obrigada meu Deus” penso soltando um grande suspiro. A base é enorme e de estrutura totalmente nova, parece uma pequena aldeia de tão grande que é, ela foi construída em apenas 7 meses após a Guerra de Julho, nessa base ao lado leste da região do sul do Líbano estão fixadas tropas da Polônia, China, França e Espanha, a qual predomina como líder. No lado oeste da região estão fixadas bases da Coréia, Malásia, Ghana e Itália que é a tropa predominante deste lado. Entramos e aguardamos uns minutos numa sala ao lado, não demora muito e logo aparece um homem com uniforme do exército e em seu emblema percebo que trata-se de um Brigadeiro, seu nome, Galvez. Ele nos faz sinal para entrarmos. Entramos numa sala que mais parecia ser uma sala de reuniões, um outro homem de uniforme e óculos entra e se aproxima:

– Senhorita Sukaine? – se dirije até a mim estendendo a mão.

– Sim! – Aperto sua mão.

– Tenente-Coronel Ruiz de la Sierra – Se apresenta ele muito simpático porém com gestos firmes e precisos. Todos sentamos numa imensa mesa, nos é oferecido água, café… E começo a entrevista. Vou direto ao assunto, pergunto sobre o sistema de segurança da ONU para com a população do sul do Líbano, qual a real finalidade de uma base fixada naquele lugar onde antes nada havia, como eram os atendimentos e a assistência aos moradores, e claro sobre a atual situação do país. O tenente-coronel sempre muito disposto a responder ouviu e respondeu atentamente todas minhas perguntas durante os 30 minutos que se seguiram, resumidamente ele me disse que:

– Desde a guerra de julho do ano passado foi fixado um acordo entre as Nações Unidas e o governo libanês, para estarmos como uma ponte de equilíbrio entre ambos os países Líbano e Israel, estamos aqui para firmar e manter o cessar-fogo em pró de um tratado de paz. As pessoas passam a circular mais tranqüilas pelas ruas, os pais levam seus filhos a escolas sem medo, representamos um símbolo de harmonia de que tudo está tranqüilo por aqui. Estamos aqui para evitar conflitos, somos imparciais e não podemos nem devemos tomar partido de nenhum dos dois países.

– E se um dos países resolve atacar a própria ONU como aconteceu na guerra do verão passado quando Israel atingiu uma base das Nações Unidas matando quatro soldados espanhóis, como a ONU deve se posicionar nessa situação? E quais foram as medidas tomadas neste caso, onde mesmo depois de 9 avisos enviados pela ONU às tropas israelenses, ocorreu esse incidente? – Pergunto aproveitando o gancho.

– Bom …- ele ouve e usando as mãos sobre a mesa começa a responder calmamente – Primeiramente, a resolução da ONU está bem explicíta dizendo que não devemos tomar partido de nenhum lado, porém podemos e devemos ter um poder de autodefesa caso sejamos atacados por qual lado que seja ainda que não esperamos que aconteça pois não é nosso intuito. Em relação ao incidente do ano passado, as investigações ainda estão em aberto entretanto eu não estou a par do processo, até onde sabemos e o que chegou até nós é de que houve um equívoco.

– Certo, mas e em relação a população? Vocês que estão aqui representando um “termômetro” da situação, como vocês explicam para as pessoas esse “equívoco” uma vez que mesmo o símbolo da paz está sendo atacado? Como vocês trabalham essas informações na mentalidade dos moradores de maneira a não colocá-los em pânico? – Cutuco com vara curta.

– Claro que a situação torna-se delicada… – ele parece enrijecer-se um pouco, porém todavia mantendo o ar de tranqüilidade continua pacientemente. – Neste caso não temos muito o que fazer, apenas procuramos fazer as pessoas entenderem de que foi um erro que não costuma acontecer e tentamos tranqüilizá-las focando cada vez mais no nosso objetivo aqui na cabeças delas. – finaliza ele fixando-me nos olhos.

– Existem rumores de que novos ataques acontecerão no próximo verão em julho deste ano, o que a ONU sabe a respeito? – lanço minha questão final.

– Na verdade, rumores sempre existirão, a atual situação é de calmaria, paz e tranqüilidade, mas claro não podemos prever o que acontecerá e não recebemos nenhum aviso em relação a isso, independe de mensagens ou avisos, estamos aqui prontos para agir a qualquer momento caso for necessário. – Exclama convicto e com um sorriso nos lábios. A entrevista termina. Desliga-se a câmera e eu sou presenteada pelo próprio tentente-coronel com uma camiseta e um bonequinho de soldado em miniatura da ONU, peço permissão para visitar a base e ele me concede com o acompanhamento do Brigadeiro Galvez para mostrar-me as divisões. Depois de uma rápida sessão de fotos para o arquivo de visitantes da base seguimos para fora e começo a filmar tudo sob as explicações do Brigadeiro e de Mohamed que, além de tudo, me ajuda com a filmagem. Apesar da imensa infro-estrutura que percebe-se lá, a base ainda está em evolução nela existem 1.100 (mil e cem) soldados da ONU, porém mais soldados deverão chegar nos próximos meses, para abrigar esses soldados novos alojamentos estão sendo levantados, os alojamentos são separados por países e além deles existem, cantinas, capelas, academia de ginástica, mecânica, Cruz Vermelha, enfim, tudo bem equipado e completo para atender a todas as necessidades das tropas das Nações Unidas. Toda a construção é feita por operários libaneses bem como todo o material e equipamentos são comprados no próprio Líbano. Chegamos ao fim da base e o Brigadeiro nos acompanha até a portaria, nos despedimos. Deixo a base satisfeita. Chega ao fim minha jornada de aventura, recordo-me rapidamente dos caminhos que percorri, das imagens que vi e das coisas que ouvi e sobretudo das emoções que senti, mas nenhuma delas me marcou mais do que a que senti ao ouvir a frase que Mohamed disse na saída da base:

– É isso aí… Passamos pela guerra e hoje… Trabalhamos pela Paz!!!

Por Sukaine. H. Hejaije

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2 Respostas to “As Cinzas do Cedro”

  1. professorarenata Says:

    Sukaine, seu texto está muito bacana. Fiz algumas pequenas alterações. É um desafio “escrever binacionalmente”, assim, usei Hezbollah – grafia do Manual da Folha, mas não mexi nos nomes das cidades. Seu texto mistura jornalismo investigativo em primeira pessoa e crônica, então cabe toda a liberdade literária. No entanto, cuidado com reticências. São traiçoeiras mesmo no estilo literário mais livre. Sempre economize-as e lembre que param mesmo a frase, necessitando de maiúscula após. Às vezes o ponto simples cai melhor. Ah, faltou ainda a imagem (livre de direitos autorais) da bandeira do Líbano com o cedro, muitos de seus leitores podem não saber da existência dessa árvore como símbolo do país.

  2. Carol Oliveira Says:

    Conheço bem esse texto e a aventura que o originou. Parabéns pela coragem, pelo empenho e pela ousadia!
    O comentário da professora também foi feliz!
    Grande beijo à todos.

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